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A
dieta ocupa uma posição central no desenvolvimento
da cárie, pois o diário e freqüente consumo
de carboidratos alcança a cariogenicidade,
ou seja, indivíduo com grande suscetibilidade
à doença cárie, tendo efeitos locais (metabolismo
da placa - produção de ácidos, que associados
a queda do Ph causam a cárie) e efeitos sistêmicos.
A nutrição trata dos elementos participantes
da dieta e metabolizados no organismo.
É
importante lembrar que os gens também determinam
a pré disposição do homem a adquirir a doença
cárie. Ou seja, pais com grande incidência
de cárie, doença periodontal e etc, que não
se preocupam em deter os processos destrutivos
das doenças, não se previnem e não cuidam,
têm uma maior probabilidade de transmitirem
isso através dos gens para seus filhos.
Portanto, geneticamente falando, essa pré
disposição as doenças da cavidade bucal são
transmissíveis.
O
dente recém erupcionado é mais poroso e mais
susceptível a cárie. É importante que a dieta
seja controlada e os acompanhamentos pelo
dentista sejam feitos num menor intervalo
de tempo, para que ocorra uma adequada maturação
pós eruptiva, ou seja, para que o dente adquira
uma maior resistência, após irromper na cavidade
bucal.
Fase
de crescimento, estágio de maturação, atividades
físicas, eficiência da absorção e uso dos
alimentos, devem ser considerados diante das
necessidades nutricionais, tanto para a criança
como para o jovem e o adulto. O crescimento
das crianças passa por 4 fases importantes
a serem analisadas, Crescimento Inicial, muito
rápido, Crescimento Uniforme é mais lento
(idade pré escolar), Crescimento Acelerado
(adolescente), Declínio de Crescimento ate
parar (idade adulta).
As
necessidades energéticas do lactente devem
ser avaliadas através de, verificação do peso,
crescimento da criança estado geral do bem
estar, orientação individualizada da dieta,
acompanhamento do crescimento/desenvolvimento
da criança. Assim algumas regras devem ser
seguidas para a alimentação no primeiro ano
de vida:
0 a 6 meses: aleitamento materno;
6
a 7 meses: leite materno, 1 refeição de sal,
1 papa de fruta, 2 sucos de frutas;
7
a 8 meses: leite materno, 2 refeições de sal,
2 papas de frutas, 2 sucos de frutas;
8
a 12 meses: leite materno, 2 refeições de
sal, 2 sobremesas, 2 sucos de frutas.
O
leite possui um potencial cariogênico devido
a presença de lactose, esta se encontra em
maior quantidade no leite materno (7g/100ml)
que no bovino
(4g/100ml). O leite possui carboidratos, enzimas
bacterianas e lactose. Por esse e demais motivos,
que a higiene bucal deve ter início na vida
da criança mesmo antes dos primeiros dentes
apontarem na cavidade bucal. Criando assim
um ambiente para a microflora bucal isento
de microorganismos causadores da cárie, doença
periodontal, etc, principalmente o streptococcus
mutans, ou pelo menos, um ambiente desfavorável
para a proliferação e atuação dos mesmos.
As
frutas frescas e verduras cruas são chamadas
de alimentos detergentes. A refinação dos
alimentos os torna potenciais causadores de
cárie. Dai que surge a importância da higiene
bucal, principalmente após as refinação.
Os
alimentos não são cariogênicos, mas podem
se tornar através de uma interação complexa
da, composição dos alimentos, padrão de consumo,
flora bacteriana da placa, TEMPO QUE PERMANECE
NA CAVIDADE ORAL .Os sucos e bebidas de frutas
apresentam maior acidez que os refrigerantes
, porém ambos são capazes de induzir queda
do Ph , favorecendo a produção de ácidos pelos
microorganismos que oriundos de suas associações
são os causadores da cárie.
As
modificações nos hábitos alimentares devem
enfatizar, uma freqüência menor; redução do
consumo de açúcar, uso de substratos do açúcar,
evitar produtos com alto teor de açúcar e
que fiquem retidos na boca.
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